| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Fringillidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Euphoniinae |
| Cabanis, 1847 | |
| Espécie: | E. violacea |
O gaturamo-verdadeiro é uma ave passeriforme da família Fringillidae.
Também é conhecido pelos nomes de bonito-lindo, gaturamo-imitador, gaturamo-itê, guiratã (nome para a fêmea no Rio de Janeiro), guipara e gaipava (nomes atribuídos à fêmea em Santa Catarina), guriatã (Maranhão e Bahia), guriatã-de-bananeira (Pernambuco), tem-tem-de-estrela, tem-tem-verdadeiro e goiapaba (nome atribuído à fêmea no Espírito Santo, sendo inclusive o nome do Parque Municipal do Goiapaba-Açu, no Município de Fundão).
Seu nome científico significa: do (grego) euphonia, euphony = excelência do tom; e do (latim) violacea, violaceous, viola = da cor da violeta. ⇒ (Pássaro) com excelência do tom da cor violeta ou (ave) cantora violeta. “Fringilla violacea, fronte subtusque flavissima” de Linnaeus (1746) (Euphonia).
O gaturamo-verdadeiro mede entre 11 e 12 cm e pesa cerca de 15 g (macho). A espécie apresenta dimorfismo sexual: o macho tem as partes superiores azul-metálicas, uma mancha amarela na testa e as partes inferiores amarelas e a fêmea apresenta as partes superiores verde-oliváceas e as inferiores amarelo-oliváceas.
Um dos melhores imitadores. Um único macho pode se manifestar em poucos minutos na voz de 10 a 16 espécies de aves diferentes. São imitações perfeitas, mas traduzidas para sua própria força vocal reduzida. O repertório do gaturamo se torna a cópia fiel da avifauna da região em que vive.
Três subespécies.
E. v. rodwayi (T. E. Penard, 1919) – leste e sul da Venezuela e Trinidad. Muito semelhante à E. v. violacea, mas um pouco maior.
E. v. violacea (Linnaeus, 1758) – Guianas e norte do Brasil (região Amazônica até o leste do Maranhão).
E. v. aurantiicollis( A. Bertoni, 1901) – Nordeste do Brasil (a partir do Piauí) até Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro e ao sul até o Rio Grande do Sul, leste do Paraguai e noroeste da Argentina (Misiones). Maior que E. v. violacea. Amarelo na testa mais largo. Coroa e nuca mais violeta.
É ave social, que se alimenta de frutos e consome insetos apenas raramente.
Possui moela degenerada, ou seja, baixa capacidade de processamento mecânico dos alimentos ingeridos. O alimento é pouco aproveitado e eliminado poucos minutos após a ingestão.
Atinge a maturidade sexual com 12 meses.
Os ninhos são construídos em cavidades em troncos. Cada postura tem em média quatro ovos brancos, pintalgados de vermelho, e incubados apenas pela fêmea durante 15 dias, que tem de 2 a 3 ninhadas por temporada.
É comum em bordas de florestas, florestas de galeria, clareiras, jardins, plantações de cacau e citrinos, fruteiras em plantações, árvores densas em parques, evitando áreas abertas mais áridas. Vive aos pares ou em pequenos grupos e junta-se com frequência a bandos mistos de aves. Além de ser muito apreciado por seu canto melodioso, o macho costuma imitar as vocalizações de uma grande variedade de espécies, como gaviões, papagaios, tucanos e gralhas.
Amazônia brasileira, a leste dos rios Negro e Madeira, no Nordeste (excetuando-se a área da caatinga), e em direção sul até o Rio Grande do Sul. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Paraguai e Argentina.